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Comprar ou arrendar casa?

01 out 2013
Comprar ou arrendar casa?
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Comprar ou arrendar casa?esta é uma pergunta que muitos portugueses colocam, sobretudo agora, que muita coisa vai mudar no sector imobiliário no país, devido ao acordo estabelecido entre o governo e a "troika", na sequência do pacote de ajuda a portugal de 78 mil milhões de euros. segundo as contas feitas pelo diário económico (de), sai mais barato comprar um imóvel que arrendar, sobretudo para quem tiver poupanças e uma boa relação com o banco

de acordo com o de, os bancos estão a dificultar o acesso ao crédito à habitação, endurecendo as condições de acesso ao mesmo, sendo que, ao mesmo tempo as taxas de juro estão a subir. a reforçar esta ideia está o facto de o memorando de entendimento entre a "troika" e o executivo prometer eliminar ou reduzir substancialmente alguns incentivos associados à compra de casa, como por exemplo a isenção de imposto municipal sobre imóveis

ainda assim, compensa mais comprar casa que arrendar, conclui o de, que teve por base a média dos preços de compra e arrendamento em duas zonas da cidade de lisboa e porto, segundo dados cedidos pela associação dos profissionais e empresas de mediação imobiliária de portugal (apemip). o diário ressalva, no entanto, que é possível encontrar no mercado de arrendamento valores mais baixos que os que são objecto de análise

tendo por base um empréstimo a 30 anos, e contabilizando os custos totais da compra de casa com recurso ao crédito (incluindo comissões, despesas bancárias, seguros, imt, imi e obras) – fazendo a respectiva comparação com os custos totais caso a solução escolhida fosse o arrendamento -, o de concluiu que a compra resultou sempre na solução mais económica, com a vantagem de tornar-se proprietário do imóvel

entre as condições exigidas pelos bancos para a concessão de crédito estão a necessidade de haver uma entrada de 30% do valor do imóvel e um "spread" de 2,5% - não foi incluída a expectativa da evolução da euribor. no caso do arrendamento foi considerada uma actualização anual das rendas à taxa de inflação de 2,5%. face a estes pressupostos, um t2 usado na zona do lumiar, lisboa, avaliado em 202.690 euros, ao fim de 30 anos vai ter um custo total de 380.603 euros, quase 148 mil euros a menos do que os encargos totais do arrendamento. já a compra de um t2 usado na zona de cedofeita, porto, avaliado em 134.243 euros, permitiria poupar mais de 73 mil euros face ao custo total do arrendamento

no caso de se tratar de uma tipologia superior, esta diferença de custos ainda é maior, refere o de, lembrando que o principal inconveniente é que para cumprir com uma entrada de 30% do valor do imóvel o esforço financeiro também é mais elevado.


artigo publicado em diario económico
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